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A NOVA FAIXA DE TRÂNSITO PARA MOTOQUEIROS!
Hoje tive uma experiência, no mínimo, interessante no trânsito. Estava voltando do trabalho, eram 12h30. Sol forte, carro sem ar condicionado e, consequentemente, vidro do carro aberto. Encontrava-me na Avenida Juntas Provisórias. Trânsito parado, música no “cd-player” para me distrair.
Minha distração passou do som melodioso da voz da Paula Toller para o ronco dos motores das motos que passavam ao meu lado, já que eu estava na faixa do meio. E olha, esse som durou boa parte da música! Boa parte mesmo, já que era moto que não acabava mais... Até aí, tudo bem; o trânsito estava parado mesmo. Somente quando os carros voltaram a andar, serpenteando a avenida, é que minha aventura realmente começou.
Por uma questão de inabilidade do motorista da minha direita, precisei jogar o carro um pouco mais para a esquerda (lembre-se, eu estava na faixa do meio!). Nossa, que burrada a minha! Deveria ter optado por uma trombada com o carro da distinta senhora da minha direita, porque à minha esquerda acho que até a Paula Toller ficou escandalizada! Comecei a ser xingado de tudo que foi palavrão vindo dos motociclistas! Um atrás do outro. Explico: um motoqueiro atrás do outro; um xingo atrás do outro! Mamãe, perdoe-me, eu não tenho nada a ver com o que ouvi!
Pensando me livrar da incômoda situação, podia fechar o vidro ou mudar de faixa. O calor era enorme, então optei pela segunda possibilidade. Que burro que eu sou! Depois de umas três tentativas frustradas – por conta de motoristas que ficam desesperados só de pensar em ter mais um carro à frente – um senhor deu uma leve buzinada dando-me passagem! Obrigado, senhor! Obrigado, Senhor!
Mas, minha alegria durou pouco, muito pouco. Os motoqueiros que vinham a toda velocidade começaram a gritar, levantar os braços, reclamar da falta de passagem que minha transição temporária causava. Até que um deles, mais decidido, resolveu agir com as próprias mãos... Aliás, com o pé direito! Um pé certeiro que levou meu espelho retrovisor... Só consegui consertar o estrago alguns bons metros à frente, quando me encostei a um recuo. Creio até mesmo que esse recuo foi feito para casos como o meu. Será?
Enfim, descobri às duras custas (e custos, já que o retrovisor precisou ser consertado e paguei por isso) que criaram a fictícia faixa própria para motoqueiros. Peço a todos eles que me desculpem. Eu não sabia! Pensei que motos deveriam ocupar o espaço de um carro, posicionando-se no meio da faixa e não entre elas. Mas aprendi minha lição! Amanhã farei o que já deveria ter feito antes! Não, não, ainda não é o ar condicionado. O meu salário de professor ainda não permite esse luxo. Amanhã irei me posicionar exatamente aonde estava a distinta senhora da direita. Aquela que me fez perceber a nova faixa de trânsito para motoqueiros! Como dizia a música da Paula, que eu escutava: “Façamos um brinde, façamos um brinde!”
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